Confusa

E novamente me pego tentando te entender.
Não tenho a menor ideia do porque, mas esse mistério no qual você parece estar envolto,ao envez de me repelir, apenas me atrai mais.
Eu juro que não sentia nada, nadinha.
Mas esse teu olhar, cheio de significados ocultos, consegue abalar minha estrutura, consegue chegar ao meu verdadeiro eu. E o que mais me deixa assim, permitindo-me pensar em ti, quando não me permito pensar em ninguem, é justamente essa falta de certeza que tenho sobre você.
Sei que seu belo corpo, rosto bonito e sorriso perfeito devem contribuir para aumentar meu fascínio. Mas essa sua indiferença, absurdamente talvez seja a fonte disso tudo.
E derrepente quero saber seu nome, quero ouvir suas palavras, quero sentir teu abraço, mergulhar em teus olhos, sentir teu cheiro, saber suas manias, quero satisfazer essa droga de curiosidade que a cada dia vai destruindo minha faxada impecavél.

Eu não deveria estar escrevendo isto

Mas como sempre, não tenho ninguém com quem conversar, então Flores, lá vamos nós novamente.
Acho que minha vida nunca esteve tão confusa como está agora. Acho que nunca odiei tanto as férias de verão como estou odiando esta. Eu sei que isto ficaria bem mais intenso e interessante aos olhos de quem lê se eu transformasse os fatos em contos, histórias, mas não estou com o mínimo de saco, muito menos de inspiração, pra transformar essa vidinha de merda em qualquer coisa que preste, portanto, caso você não queira ler uma porcaria qualquer escrita por uma adolescente qualquer em plena crise existencial, sugiro que pare por aqui mesmo e vá ler algo que realmente seja bom, que acrescente algo na sua vida.
Talvez eu nunca tenha me sentido tão sozinha.
Tão desprotegida.
Ou... sei lá, tão vazia... Tão sem propósito. Tão sem emoções a serem vividas.
A rotina tediosa virou um vicio do qual eu quero, preciso, sinto gana em me livrar, mas não consigo. Como se estivesse sendo o carcereiro e o prisioneiro ao mesmo tempo.
Não aguento mais esse lugar, essas cores, essa gente, essa situação deplorável a minha volta. Em momentos piores, chego a pensar que a minha vida não passa de um balão cheio de ar, só de ar, mais nada.                                     

Questão de querer.

E não importa quantas vezes você vai me derrubar.
Não me importa quantas vezes pisará em mim e me chamará de tola.
Eu sempre irei levantar.
Sempre seguirei em frente. Com o máximo de dignidade possivel.
Contra a sua vontade.

Se me encontrar

Por favor... por favor me devolva.

Liberta.

Então ele volta, com aquele sorrisinho besta na cara, com aquele olharzinho cínico, com suas íris azuis e profundas, com as suas palavras doces e ironicas, com seu corpo inspirador e sua alma suja. Ele a puxa num subito abraço. Ela permaneçe imovel. Irreal.Sentindo o falso aperto daqueles braços acalorados. Ouvindo falsas palavras sussuradas em seus ouvidos. Reprimindo os mesmos velhos impulsos de sempre.Auto controle.
Ele a gira no ar, reencontrou sua princesa, sua tola e idiota princesa. Novas palavras. Velhas ilusões. Ele a olha nos olhos, aquele mesmo olhar penetrante, um poço sem fundo. Ela não cairá novamente. Seus olhos castanhos maçantes permanessem impenetráveis. Olhos de vidro. Ela renovou a blindagem querido. Desista. Ele não desvia, sabe o que quer. Mãos na cintura, íris azuis. Um puxão lento. Ela está oca. Seca. A tola morreu querido. Ela cospe em sua cara. Um ultimo olhar de vidro. Se vira e vai embora.

Oco

Não querer nada. Não ver nada. Não desejar nada. Não sentir nada. É melhor. É mais facil.

Pé esquerdo

Dane-se... Hoje eu vou ficar exatamente onde estou. Não quero levantar. Não pretendo acordar. Continuarei no mesmo quarto escuro de portas fechadas respirando a mesma poeira de sempre. Não me banharei com fagulhas solares, e dai se o dia está bonito? O meu interior não está. Hoje as janelas não serão abertas... a luz não entrará, não brilhará... não hoje. E dai se há pessoas lá fora? Não estou afim de novas amizades... hoje não estou afim nem mesmo das velhas amizades. Hoje não estou afim das pessoas, de ninguém. Cansei. Continuarei aqui, mofando, deteriorando, nessa porcaria de quarto escuro, nessa porcaria de casa pequena, com essa porcaria de irritação, ouvindo qualquer porcaria de musica e escrevendo qualquer porcaria de coisa...Curtindo a maior fossa sem motivo nessa porcaria de dia bonito. Nessa porcaria de vida.

She is

Agora ela descobriu... ela tem certeza que descobriu. Era tão obvio que chegava a ser ridículo. Como não havia pensado nisso antes? ... Imbecil. Burra. Estúpida. Qual é o grande problema? Porque ela não conseguia entender o mundo a sua volta do jeito que ele era?
Talvez por que ela projetou um mundo a sua volta antes de conhecer o real. Talvez porque ela ja tinha passado a acreditar no seu mundinho perfeito. As vezes uma mentira soa tão bem que o próprio autor passa a acreditar na mesma. Já podia até mesmo nomear a situação "A criatura voltando-se contra o criados, parte 2." Tonta. deixar-se levar por uma coisa tão... tão obvia... Porque, é claro que, quando tudo está perfeito demais, nó devemos esperar por um desastre não é mesmo? Uma catástrofe. Uma tsunami. Um dilúvio. Inocente.

Ah,

Ele só queria entender o valor das coisas que tem... que tinha, antes de qualquer possibilidade de perdê-las. Ele só queria saber o que as pessoas desejavam dele, antes de estragar tudo. Só queria ter uma chance, e perceber que recebeu a mesma antes de errar novamente. Ele só queria que o tédio terminasse, que a solidão o esquecesse, que o dia começasse, que o dia terminasse. Ele queria alcançar o impossível. Mas ele não via de que forma isso seria possível.
Talvez ele só precisasse ... ah, tanto faz.

Falcatrua

Ele(a) vai dizer que te ama.
E você vai acreditar.

Flores Inconstantes.. Tecnologia do Blogger.