Teimoso esse sentimento né seu moço? Chegando assim, de uma hora pra outra, sem ser convidado, entrando sem pedir licença...feito aquelas visitas indesejadas não é mesmo?... Vem logo sentando na poltrona macia, querendo aquele cafézinho das 5, com direito a bolo e tudo. Um pedaço? Não seu moço! Esse sentimento aqui vem logo querendo o bolo todo, e naquele pires bonito que o senhor nem usa com medo de quebrar sabe...Seu moço já recebeu visita assim antes não é mesmo?...É... A gente vê nos olhos do seu moço... E não foi bom não. A alma do seu moço que ta dizendo...
Gritando...
Mas não se irrite com essa visita aqui não! Recebe ela bem. Naquela malinha de mão que ela trouxe tem coisa boa...coisa muito boa seu moço. Coisa boa que ela trouxe de presente pro sinhô. Pra mostra pro sinhô. Pra dividir com o sinhô.
Tem medo não, nem toda visita é igual sabe...Aceita a malinha. Pega a visita pela mão e passeia. Respira. Sente. Vai viver! Vai viver que eu acho que dessa vez a vida vai ser generosa com ocê Seu moço...
Vai Seu moço.
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Boa noite
Desânimo.
Ânsia.
Desilusões.
Ânsia.
Insonia.
Ânsia.
Febre.
Vozes
Visões...e
Ânsia.
digitações transitoriedade
W.
Foi um dia seu. Um dia completamente seu.
Sua imagem ia e vinha à minha memoria a todo minuto.
Dizem que quando sentimos arrepios é porque algum espírito esta por perto. Não sei se acredito nisso, soa supersticioso demais. Será que você estava lá, ao meu lado como eu desenhava em minha mente ao fechar os olhos? Não sei, alias, nunca vou saber não é mesmo?! Mas, eu sentia a sua presença, e por mais supersticioso que isto possa parecer, eu sentia, e de alguma forma eu quero acreditar que você veio me ver, e que a sua mão estava mesmo em meu ombro, e que seus olhos sorriam para mim.
Depois daquele dia, adquiri uma necessidade enorme em ir te visitar, você sabe, poder me sentir mais próxima, mesmo sabendo que isso não é mais possível, mas é uma forma de tentar.
Ainda estou tentando descobrir onde exatamente fica o seu túmulo. Espero não demorar muito para encontrar.
Pretendo levar uma rosa, acho que branca, será que você gostava de rosas? Até pensei em uma vermelha, mas acho que seria estranho demais aparecer no cemitério com uma rosa vermelha nas mãos. Sim, é melhor que seja branca, cor da paz, cor da paz que eu desejo que você esteja desfrutando. Cheguei até mesmo a pensar em deixar lá uma carta, mas, já pensou na cara dos seus familiares quando fossem te visitar e se deparassem com uma carta lá? Não... e afinal, a carta seria para você, e não para que outra pessoa a pegasse e lesse.
Espero que esteja bem. Que esteja feliz... Foi o que eu nunca te falei mas sempre quis que você sentisse, mesmo que fosse longe de mim. Felicidade.
É, chega a ser meio estranho, mas eu acho que gostava mesmo de você.
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Confusa
E novamente me pego tentando te entender.
Não tenho a menor ideia do porque, mas esse mistério no qual você parece estar envolto,ao envez de me repelir, apenas me atrai mais.
Eu juro que não sentia nada, nadinha.
Mas esse teu olhar, cheio de significados ocultos, consegue abalar minha estrutura, consegue chegar ao meu verdadeiro eu. E o que mais me deixa assim, permitindo-me pensar em ti, quando não me permito pensar em ninguem, é justamente essa falta de certeza que tenho sobre você.
Sei que seu belo corpo, rosto bonito e sorriso perfeito devem contribuir para aumentar meu fascínio. Mas essa sua indiferença, absurdamente talvez seja a fonte disso tudo.
E derrepente quero saber seu nome, quero ouvir suas palavras, quero sentir teu abraço, mergulhar em teus olhos, sentir teu cheiro, saber suas manias, quero satisfazer essa droga de curiosidade que a cada dia vai destruindo minha faxada impecavél.
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Falcatrua
Ele(a) vai dizer que te ama.
E você vai acreditar.
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Devaneios.
Vejo casais passeando pelas ruas. De mãos dadas. E então meu estomago embrulha, e eu sinto um bolo na garganta. Um vazio estúpido.
Porque?
Talvez porque vocês devessem ver além do rosto bonito.
E o pior de tudo é que eu nem sei mais como está meu próprio estado emocional.
Mas não se preocupe, e nem perca tempo me perguntando se eu estou bem.
Sempre saberei mentir. E muito bem.
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The...end?
Ela tinha certeza que tudo seria um inferno, pelo menos para ela. Já podia sentir aquele conhecido frio na barriga se formando novamente.
No caminho para a escola ela havia repassado mil vezes as falas muito bem ensaiadas na frente do espelho na noite anterior, clichês bataros, em sua maioria, pois ela não tinha uma mente muito criativa para esse tipo de assunto. Tinha imaginado cada pausa, cada vírgula, cada suspiro e reação que seriam necessárias para aquela situação.
Ela não tinha a menor ideia de como conseguiria dispensá-lo.
Sim... pode até ser que fosse meio idiota estar nervosa por causa disso, afinal, não devia ser tão dificil como ela o estava tornando, mas... alguma coisa... alguma coisa que ela conhecia e entendia muito bem tornava tudo tão complexo.
E também tinha o medo... medo de magoá-lo, medo de que eles nunca mais se falassem depois disso... medo de que talvez não fosse isso o certo a fazer.
Ao chegar na escola, as pessoas logo percebiam que algo estava errado, aquela atmosfera densa envolta daquela doce menina não estava no lugar certo. Ela é claro, estava com os nervos a flor da pele a essa altura, já que dali a alguns minutos ele chegaria... Ele... ele e toda a sua majestade, ele e toda a sua beleza invejavel, ele e tudo o que qualquer mortal em sã consciência desejaria ter para si, só para si, e ela o despensaria em alguns minutos. Ela própria não acreditava que realmente faria isso, mas... mas... se ela não o fisesse... oh Deus... só ela sabe o que podia acontecer a ele, e ela estava disposta a protege-lo de qualquer forma, nem que isso custasse o fim de seu amor por ele.
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Algo que não fez sentido
O dia havia começado cedo e como em todos os outros dias, o vento la fora soprava irritantemente aos meus ouvidos... pelo menos não estava chovendo... já devo ter mencionado algo sobre meu ódio à dias molhados. Não seria uma semana fácil comparada as semanas solitárias das férias, onde eu podia ficar sozinha com meus pensamentos a qualquer momento... por mais confusos e melancólicos que eles fossem eu me sentia bem em poder tentar entendê-los, sem ninguem pra ficar me olhando e me perguntando de cinco em cinco minutos o que eu tinha, porque concerteza eu não saberia explicar, e a pessoa nunca conseguiria entender.
Quase não toco no café da manhã, já que meu estomago tem a adorável tendencia de ficar embrulhado em trajetos relativamente longos de carro, e a escola não é o que se pode chamar de próxima.
Ao chegar, encontro aquela deliciosa euforia de fim de férias, não porque estamos voltando para escola (óbvio!), mas sim porque agora podemos matar as saudades de um mês passado longe uns dos outros, o ânimo das pessoas, apesar do horário e do frio intenso, era algo palpável, que deixava o dia cinzendo mais colorido para todos. Tudo estava correndo bem, até que ao acaso, eu encontro aquele olhar, aquele olhar que depois de meses eu havia conseguido bloquear em minha memória para que ele fosse apenas mais um na multidão, sem qualquer diferencial...e do nada, sem nenhuma explicação, tudo começa a resurgir dentro de mim... as lembranças, os risos, os momentos... Porquê? Como? Eu tinha trabalhado tão bem pra reprimir tudo aquilo e tinha conseguido tornar tudo indiferente... Já fazia tanto tempo... Eu estava curada, não estava? Mas algo na sua expressão fez com que novamente eu conseguisse sentir algum calor vindo daqueles olhos claros... mas não podia ser verdade, é claro que eu estava inventando aquilo tudo... vai ver era o frio.
Passo o resto das aulas assustada tentando entender o que havia acontecido, fico pensando como tudo seria mais fácil se eu nunca o tivesse conhecido, muitas coisas seriam diferentes hoje, talvez de alguma forma eu conseguisse ser mais feliz, talvez eu conseguisse realmente apreciar a companhia de todos que tenho à minha volta, ou talvez tudo fosse da mesma forma que é hoje... com a única diferença de que eu teria prestado atenção nas aulas e concerteza não estaria pensando nisso.
Quando o sinal toca alguem pára ao meu lado e pergunta o que eu tinha.
É, concerteza não seria uma semana fácil.
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Eterno fantasma
É claro que aquele dia estava sendo horrível de todas as formas possíveis.
Acordar cedo já é um mártirio bem conhecido para todos os seres humanos ainda mais quando se tem uma noite insone, e o frio não estava cooperando. É claro que dias frios são bem melhores do que dias quentes, onde pessoas se tornam grudentas e com odores típicos digamos assim, mas... frio e seco é uma coisa, frio e... incessantemente molhado é outra... a impressão que tinha era de que o 2° Dilúvio estava chegando.
É claro que seria um domingo imensamente tedioso, já que em dias assim não há muito o que se fazer.
13:59... O dia estava passando lentamente...lentamente até demais para o meu gosto... acho que nunca havia ansiado tanto antes para que acabassen logo as férias.
Após o almoço segui para a pia ( podia sentir um costume que havia se formado, e esperava que ele não durasse com a volta às aulas)... pena que esse é um serviço que ocupa apenas as mãos... e logo a minha mente já estava vagando para assuntos nos quais eu vinha evitando até agora. Eu não queria pensar naquilo, sabia que seria um assunto inevitável... mas... justo naquele dia? naquele horrivel dia? Não, não queria pensar no que havia acontecido meses atráz, denovo não, já bastava ter o eterno fantasma assombrando minhas noites com aquelas lembranças... aquelas doces lembranças... aquelas lembranças que eu tentava reprimir de todas as formas possiveis... sem muito sucesso pelo visto.
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Sentimentos desconexos
...Acho que nunca esperimentei uma sensação assim...Foi algo esperado e inesperado ao mesmo tempo...esperado porque nós dois ja tinhamos consciência do que estava por vir e, ...inesperado porque eu não esperava me sentir assim!!... tão... confusa e ... leve... ao mesmo tempo.
Estar com ele é algo que... flui naturalmente... e isso me assusta um pouco, porque ainda não sei se é Isso o que eu realmente quero.
Quando eu paro para pensar, tento lembrar do momento em que tudo começou, e simplesmente não consigo! Não que isso seja um fato preocupante...é que é simplesmente novo pra mim... geralmente eu sou detalhista, principalmente com assuntos que envolvem as emoções.. o coração, acho eu esteja acostumada a "programar" tudo... para me machucar o menos possivel... não que isso tenha dado certo alguma vez ...mas ...talvez...desta vez.. eu não sei, inconscientemente tenha decidido apostar... pagar pra ver, como dizem... e o resultado não foi exatamente que eu esperava.
Ele é... diferente... estar com ele é diferente. De alguma forma ele me traz uma certa paz... uma calma, um tipo de sensação de que estou protegida ao seu lado... não sei ao certo definir... é como se seu abraço... seu beijo... contesse alguma especie de anestesia... não que eu me sinta entorpecida como uma menininha de 9 anos... é que me sinto mais leve , é como se eu sempre tivesse tido aquilo, algo bom... familiar... e pensar dessa forma não deve ser nada saudável. E eu nem gosto exatamente dele... não para que tudo me pareça tão normal como já me parece.
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