E sem uma boa explicação

...eu perdi boa parte da minha vontade de escrever.

W.

Foi um dia seu. Um dia completamente seu.
Sua imagem ia e vinha à minha memoria a todo minuto.
Dizem que quando sentimos arrepios é porque algum espírito esta por perto. Não sei se acredito nisso, soa supersticioso demais. Será que você estava lá, ao meu lado como eu desenhava em minha mente ao fechar os olhos? Não sei, alias, nunca vou saber não é mesmo?! Mas, eu sentia a sua presença, e por mais supersticioso que isto possa parecer, eu sentia, e de alguma forma eu quero acreditar que você veio me ver, e que a sua mão estava mesmo em meu ombro, e que seus olhos sorriam para mim.
Depois daquele dia, adquiri uma necessidade enorme em ir te visitar, você sabe, poder me sentir mais próxima, mesmo sabendo que isso não é mais possível, mas é uma forma de tentar.
Ainda estou tentando descobrir onde exatamente fica o seu túmulo. Espero não demorar muito para encontrar.
Pretendo levar uma rosa, acho que branca, será que você gostava de rosas? Até pensei em uma vermelha, mas acho que seria estranho demais aparecer no cemitério com uma rosa vermelha nas mãos. Sim, é melhor que seja branca, cor da paz, cor  da paz que eu desejo que você esteja desfrutando. Cheguei até mesmo a pensar em deixar lá uma carta, mas, já pensou na cara dos seus familiares quando fossem te visitar e se deparassem com uma carta lá? Não... e afinal, a carta seria para você, e não para que outra pessoa a pegasse e lesse.
Espero que esteja bem. Que esteja feliz... Foi o que eu nunca te falei mas sempre quis que você sentisse, mesmo que fosse longe de mim. Felicidade.

É, chega a ser meio estranho, mas eu acho que gostava mesmo de você.

Queridas palavras,

...Eu sei que sempre que  precisar, serão vocês a me ouvir, então...Por favor, por favor me desculpem por tê-las abandonado por tanto tempo.

E...




...eu continuo lá, quieta, te observando, naquele pequeno ritual masoquista que só eu sei.

Confusa

E novamente me pego tentando te entender.
Não tenho a menor ideia do porque, mas esse mistério no qual você parece estar envolto,ao envez de me repelir, apenas me atrai mais.
Eu juro que não sentia nada, nadinha.
Mas esse teu olhar, cheio de significados ocultos, consegue abalar minha estrutura, consegue chegar ao meu verdadeiro eu. E o que mais me deixa assim, permitindo-me pensar em ti, quando não me permito pensar em ninguem, é justamente essa falta de certeza que tenho sobre você.
Sei que seu belo corpo, rosto bonito e sorriso perfeito devem contribuir para aumentar meu fascínio. Mas essa sua indiferença, absurdamente talvez seja a fonte disso tudo.
E derrepente quero saber seu nome, quero ouvir suas palavras, quero sentir teu abraço, mergulhar em teus olhos, sentir teu cheiro, saber suas manias, quero satisfazer essa droga de curiosidade que a cada dia vai destruindo minha faxada impecavél.

Eu não deveria estar escrevendo isto

Mas como sempre, não tenho ninguém com quem conversar, então Flores, lá vamos nós novamente.
Acho que minha vida nunca esteve tão confusa como está agora. Acho que nunca odiei tanto as férias de verão como estou odiando esta. Eu sei que isto ficaria bem mais intenso e interessante aos olhos de quem lê se eu transformasse os fatos em contos, histórias, mas não estou com o mínimo de saco, muito menos de inspiração, pra transformar essa vidinha de merda em qualquer coisa que preste, portanto, caso você não queira ler uma porcaria qualquer escrita por uma adolescente qualquer em plena crise existencial, sugiro que pare por aqui mesmo e vá ler algo que realmente seja bom, que acrescente algo na sua vida.
Talvez eu nunca tenha me sentido tão sozinha.
Tão desprotegida.
Ou... sei lá, tão vazia... Tão sem propósito. Tão sem emoções a serem vividas.
A rotina tediosa virou um vicio do qual eu quero, preciso, sinto gana em me livrar, mas não consigo. Como se estivesse sendo o carcereiro e o prisioneiro ao mesmo tempo.
Não aguento mais esse lugar, essas cores, essa gente, essa situação deplorável a minha volta. Em momentos piores, chego a pensar que a minha vida não passa de um balão cheio de ar, só de ar, mais nada.                                     

Questão de querer.

E não importa quantas vezes você vai me derrubar.
Não me importa quantas vezes pisará em mim e me chamará de tola.
Eu sempre irei levantar.
Sempre seguirei em frente. Com o máximo de dignidade possivel.
Contra a sua vontade.

Se me encontrar

Por favor... por favor me devolva.

Liberta.

Então ele volta, com aquele sorrisinho besta na cara, com aquele olharzinho cínico, com suas íris azuis e profundas, com as suas palavras doces e ironicas, com seu corpo inspirador e sua alma suja. Ele a puxa num subito abraço. Ela permaneçe imovel. Irreal.Sentindo o falso aperto daqueles braços acalorados. Ouvindo falsas palavras sussuradas em seus ouvidos. Reprimindo os mesmos velhos impulsos de sempre.Auto controle.
Ele a gira no ar, reencontrou sua princesa, sua tola e idiota princesa. Novas palavras. Velhas ilusões. Ele a olha nos olhos, aquele mesmo olhar penetrante, um poço sem fundo. Ela não cairá novamente. Seus olhos castanhos maçantes permanessem impenetráveis. Olhos de vidro. Ela renovou a blindagem querido. Desista. Ele não desvia, sabe o que quer. Mãos na cintura, íris azuis. Um puxão lento. Ela está oca. Seca. A tola morreu querido. Ela cospe em sua cara. Um ultimo olhar de vidro. Se vira e vai embora.

Oco

Não querer nada. Não ver nada. Não desejar nada. Não sentir nada. É melhor. É mais facil.

Flores Inconstantes.. Tecnologia do Blogger.